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Austrália é destruída aos poucos pelos incêndios florestais que se espalham; descubra as causas (VÍDEO)

Vegetação muito seca, temperaturas altíssimas e ventos muito fortes são as principais explicações. Há 90 dias, as queimadas devastaram mais de três milhões de hectares, mataram 15 pessoas, e dizimaram cerca de 500 milhões de animais.

A Austrália agoniza em silêncio um de seus piores e maiores incêndios florestais dos últimos anos, e o incêndio não para desde setembro de 2019. Especialistas dizem que se trata de um fenômeno natural que é causado pela combinação de alguns fatores: temperatura acima de 40 graus, quantidade muito pouca de chuvas, vegetação muito seca e fortes ventos. Para agravar a situação os ventos fortes são característicos desta época do ano, além de piorar a situação, espalham e alastram por vários quilômetros os fogos.

É certo que todos os anos este fenômeno natural acontece na Austrália, no final da primavera, e início do verão, ou seja: entre novembro e dezembro. Acontece que, em 2019, a onda de incêndios começou bem antes do previsto, sendo impetuosos e violentos. Uma das explicações está nas altas temperaturas que superaram os 44 Graus C.

Em 21 de dezembro, Gladys Berejiklian, primeira-ministra de Nova Gales do Sul, disse ser impossível controlar as queimadas na localidade “até que as chuvas comecem”. Para você entender, Nova Gales do Sul é o estado mais populoso e que, lamentavelmente, concentra 70 dos focos de incêndio.

A temperatura elevada deixa o solo muito seco, Berejiklian informou que “qualquer foco de incêndio ativo pode se tornar muito perigoso rapidamente”. A previsão é que esta situação terrível em Nova Gales do Sul piore no início de 2020, até porque as temperaturas devem chegar aos 47 Graus C.

Emergência de saúde pública

A agência de notícias France Press informou que, 15 pessoas morreram por causa dos incêndios iniciados em setembro de 2019.

É um cenário de horror onde mais de 460 mil hectares foram completamente destruídos no estado de Nova Gales do Sul, onde fica Sydney, maior cidade da Austrália, com 5,2 milhões de habitantes. A grande massa de fumaça causa asfixia nas pessoas e no local todo.

Médicos estão advertindo para um estado de “emergência em saúde pública” em decorrência das fumaças tóxicas em Sydney. “Todos os habitantes de Nova Gales do Sul enfrentam emanações prolongadas de fumaça e, como nunca vivenciamos isto antes, não sabemos o que vai acontecer”, disse à AFP Kim Loo, que participa da ONG Médicos pelo Meio Ambiente.

“As pessoas de mais idade, as crianças e aquelas que trabalham ao ar livre correm um risco especial”, informou, lamentando que os serviços médicos não estão preparados para esta situação catastrófica.

Causa-nos espanto o silêncio que autoridades mundiais fazem neste momento tão crítico.

Em agosto de 2019, Emmanuel Macron, presidente da França, classificou as queimadas na Amazônia como uma “Crise internacional”, contudo, agora o silêncio do presidente Francês sobre a gravidade dos incêndios na Austrália chega a ser estranho. Não apenas ele se calou más, muitos outros líderes internacionais.

A Austrália Clama por ajuda!

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